domingo, 17 de outubro de 2010

Sequidão

Postado por: O Criador & Criatura

Sequidão


Digão

O ar anda muito seco. Aqui em Rondônia a coisa está virando calamidade. Quando se anda na rua, a garganta seca, mesmo você ficando de boca fechada. Os olhos ardem, a garganta arranha. O clima está nublado há dias, e é por causa da poeira suspensa. De noite, fica uma neblina que te impede de enxergar mais longe. E é neblina de pó, não de orvalho.

A grama das praças ficou marrom. Não sei como estão as plantações e os rebanhos, mas imagino que devam estar sofrendo bastante também. Há notícias de que ocorreram acidentes nas estradas daqui, de Goiás e do Mato Grosso por causa do ar seco, junto com as queimadas.

O ar está pesado, ruim para se respirar. Segundo uma amiga que mora em Brasília, a coisa por lá também não está nada fácil, até mesmo porque o clima lá naturalmente é bastante seco.

Sinto que o clima, o ar, o meio-ambiente eclesiástico também apresenta tamanha sequidão. O nome de Jesus, que até há pouco tempo era central, hoje se tornou apenas mais um amuleto para de amealhar renda. A sagacidade de empresários religiosos que querem se fazer conhecidos como ministros de Deus e a sanha de gente calhorda em busca de notoriedade alcançam níveis alarmantes em nossa história recente. O conchavo, o jeitinho, o “quanto levo nessa”, se tornaram padrão nos bastidores eclesiais brasileiros. Por sua vez, há também aqueles que, alijados da notoriedade ocupada no passado, passam-se por únicos e exclusivos profeta e pregoeiros do Evangelho genuíno, gerando, com isso, um sem-número de seguidores áulicos e faltosos de capacidade de discernimento, que se alimenta de sua bile despejada Brasil afora. Há também aqueles que crêem e pregam que Deus é uma espécie de Carolina da música de Chico Buarque: o tempo passou e só Deus não viu, não agiu, não intercedeu, não exerceu Sua soberania. Como um bobalhão, ficou sentado à beira do caminho lamentando Sua impotência perante este mundo mau.

Enfim, o que há é uma sequidão. Os relacionamentos pessoais estão secos, quebradiços. O caráter de muita gente não suporta ser moldado, pois pode trincar. O relacionamento com Deus, então, resseca as vistas, a garganta, a pele.

O profeta Ezequiel demonstra, em sua profecia (Ez 37.1-15), o que realmente somos: ossos secos em um vale (Ez 37.11). A visão de ossos remete à imagem da morte, desolação, abandono. Ossos também são parte da estrutura de um corpo. A igreja de hoje está bem estruturada, com seus inúmeros departamentos, autarquias e diretorias internas; falta-lhe, porém, o fôlego de vida, para que termine essa sequidão.

É hora de clamarmos a Deus, pedirmos perdão a Ele, nos arrependermos de nossos maus caminhos. Deixar de usar o rebanho como moeda de troca eleitoreira, ou como vitrine de nossa presunção. É hora de vivermos, novamente, a vida de refrigério que Deus nos dá (Sal 23.3a), sendo guiados por Ele, e não por nossa própria carnalidade. É hora de a igreja evangélica brasileira se converter ao Senhor, e fugir de sua perene sequidão. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Digão anda procurando refrigério para esta terrível sequidão


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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A continuidade do PT é a certeza da ditadura

Postado por: O Criador & Criatura

10/10/2010
As notícias sobre o Prêmio Nobel da Paz concedido ao professor Liu Xiaobao são emblemáticas no processo revolucionário que vivemos no Brasil.

Perseguido político em seu país, o Sr. Liu, encarcerado cumprindo pena de onze anos por ter estimulado a realização de um abaixo-assinado por eleições livres na China, até hoje não sabia que havia sido premiado.

É fato sabido que os Prêmios Nobel da Paz ou de Literatura, e outras manifestações de reconhecimento público, como o Oscar e congêneres europeus, por exemplo, têm contemplado pessoas e obras que servem de veículos de propaganda ao movimento comunista internacional. Este ano, no entanto, os jurados fugiram ao “script” e voltaram os holofotes a um crítico do sistema, que amarga pena por desafiar o totalitarismo comunista.

Enquanto o mundo inteiro se deparava com a realidade política crua do �� �milagre chinês” e se interrogava o que fariam, a resposta não se fez esperar: primeiro, o governo chinês declarou que o governo norueguês arriscava as relações com a China e em seguida teorizou que conceder o prêmio Nobel a um criminoso em seu país de origem não era compatível com a linha filosófica da premiação.

Ameaçar, por intransigência ideológica, um governo com truculência para forçá-lo a intervir numa academia independente – coisa corriqueira na China e em todos os países dominados por governos totalitários de esquerda – para alterar decisões que seguem padrões de julgamento adotados por jurados de várias origens é recurso descabido. A chantagem como instrumento de pressão é natural aos comunistas, mas violenta a liberdade de expressão.

A teorização sobre o quê e como deve atuar o júri da academia é outro recurso das esquerdas, que é o de desqualificar as realizações de algo que lhes seja inconveniente.
Em breve a “tropa de choque” do socialismo Fabiano, representada pela Secretária de Estado dos Estados Unidos e seus acólitos, a começar pelo próprio presidente, que já se pronunciou pedindo clemência ao professor Liu, entrará em cena numa força-tarefa orquestrada e respaldada pelo clamor da opinião pública despertada pelo prêmio concedido, com muitas chances de obter sua liberação.

Tudo faria mais sentido se estivéssemos num manicômio. Como é que um cidadão normal conseguirá compreender a lógica do movimento socialista revolucionário? Uma academia que por décadas tem sido instrumental para enaltecer a “intelectualidade” esquerdista premia um defensor da democracia num país comunista. A justificativa, além dos trabalhos do premiado, é das mais nobres: jogar luz sobre a sua saga e facilitar sua libertação.

Daí, a fina flor do socialismo internacional, que propugna pela implantação da governança global se o ferece como mediadora – como nos recentes casos dos jovens alpinistas libertados no Oriente Médio, ou da tentativa de comutação da pena de apedrejamento da mulher acusada de traição de seu marido – e, bem sucedidos, saem todos como heróis da paz e da solidariedade, dignos exemplos a serem seguidos e admirados.

A construção de mitos e exemplos se dá, desta maneira, iluminada pela aura de coragem e senso de dever, e fundamentada sobre os temas do humanismo libertário – paz, ambientalismo, justiça social -, tão utilizados para a mobilização das massas. Qual o jovem conseguirá analisar estas situações e compreender o que se passa na realidade? É de enlouquecer.

Enquanto isso, no Brasil, vivemos um processo semelhante.

Mesmo infiltradas por elementos agnósticos se passando por sacerdotes, falsos religiosos da teologia da libertação e outros tantos associados à CNBB, a Igreja Católica e Igrejas de outra s denominações cristãs, através de alguns padres e pastores autênticos reagiram ao imobilismo da sociedade, anestesiada que está diante do intenso trabalho das esquerdas nos últimos quarenta anos, e têm conclamado os fiéis a se posicionarem a favor da vida, contra o aborto, o gayzismo e todos os ataques aos valores sagrados da família cristã.

Todos estes descalabros têm sido defendidos permanentemente pelo PT e pelos partidos de sua base de sustentação. As provas são tantas que nem é preciso mencioná-las, bastando citar a recente expulsão do partido dos dois deputados evangélicos que se recusaram a assinar o compromisso de liberação do aborto.

A candidata do PT sempre esteve à frente destas propostas, sustentando-as e se comprometendo, a ponto de assinar o PNDH-3 onde o aborto está amplamente contemplado.

O segundo turno demonstrou que “Deus lhe tira sim, essa eleição”, pois já garantia que “nem Deus me tira essa eleição” tendo a festa de posse preparada em Brasília na noite do dia 3 de outubro.

Neste segundo turno, da mesma maneira que tivemos o “lulinha paz e amor”, temos agora a candidata mais católica e fervorosa que poderíamos desejar. Mãe extremosa, avó dedicada, o reflexo da Virgem Maria em nossos lares.

Enquanto isso o governo estuda uma renegociação do Tratado entre a Santa Sé e o Brasil , assinado em 13 de novembro de 2008, desta feita para calar os padres e pastores que tiverem a coragem de falar algo que contrarie os interesses do partido.

Assim como o PNDH-3, a simples conjectura de fazer calar quem defende os valores cristãos da sociedade já é a linha limítrofe do totalitarismo. Ameaçar renegociar um Tratado de reconhecimento internacional para evitar a divulgação de verda des é comprovar que com este governo que aí está e que deseja continuar, o partido fará o que bem quiser, ignorando que temos um Congresso para resolver o que é o melhor e o certo para a nação.

O mesmo procedimento adotado pelo governo chinês, comunista totalitarista, ferindo suas relações com a Noruega para cercear a liberdade de expressão e conhecimento de seu povo, o governo brasileiro se torna instrumento do partido na ameaça de romper o Tratado com o Vaticano visando calar as vozes que, cobertas de razão, se levantam contra suas pretensões.

A continuidade do PT no governo traz embutida a certeza da ditadura mais nefasta que assolará a nossa sociedade.


Jorge Roberto Pereira
Presidente do Farol da Democracia Representativa
http://www.faroldademocracia.org/

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"QUE BOMBA" Últimos tempos!

Postado por: O Criador & Criatura

Eis aí o motivo de minha decisão de não usar mais este titulo de pastor, até porque repugno e nunca aceitei também este titulo de Bispo, ou até mesmo Doutor.

É uma afronta ao nosso sumo pastor e Senhor Jesus, quando vemos descaramento, homens como este mentindo e usando o cargo de presidente das Ass.de Deus de Madureira para se promover no mundo.

"QUE BOMBA"
FINAL DOS TEMPOS MESMO! (Quando vi "a desolação da abominação no
templo" da Assembléia de Deus no DF, percebi que estamos mesmo no
começo do fim!...).

Os milhõe$ da seita do Rev. Moon
compram consciências no Brasil?

Bispo Doutor Manoel Ferreira, da
Assembléia de Deus Madureira,
em reunião na Coréia do Sul, fevereiro-2010,
confirma união mística com a seita do Reverendo
Moon. Diz o bispo neste vídeo:
"Tenho o privilégio de estar aqui e compartilhar da
visão do Reverendo Doutor Moon..."
Humilhação:
No vídeo o rev. Moon diz:
"Pescamos um peixe grande"
Cabe ao bispo Manoel Ferreira prestar
urgentes e detalhadas explicações ao seu rebanho.


http://www.youtube.com/watch?v=VQO0-K_PdlU&feature=player_embedded

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Parasitas" - Ayn Rand

Postado por: O Criador & Criatura

"Parasitas" - Ayn Rand

Posted: 27 Sep 2010 09:16 PM PDT


"[...] - Olhe para eles. O homem que engana e mente, mas preserva uma fachada respeitável. Ele sabe que é desonesto, mas os outros acham que é honesto e ele deriva seu respeito próprio dos outros, adquirindo-o de segunda mão. O homem que aceita uma conquista que não foi sua. Ele sabe que é medíocre. [...]

O homem cujo único objetivo é ganhar dinheiro [...] o dinheiro é somente um meio para atingirmos algum fim.

Se um homem o deseja para algum propósito [...] - para investir em sua indústria, para criar, estudar, viajar, desfrutar do luxo - ele é completamente moral. Porém [...] o que eles querem é ostentação: exibir, chocar, entreter, impressionar os outros.

Olhe para nossos ‘empreendimentos culturais’. Um palestrante que recita algum material reciclado que pegou emprestado, que não consiste de absolutamente nada e não significa absolutamente nada para ele; e as pessoas que escutam não ligam a mínima, mas ficam ali sentadas para poder dizer a seus amigos que assistiram à palestra de um nome famoso.

Todos são parasitas vivendo de segunda mão [...] À custa de seu respeito próprio. No âmbito da maior importância - o âmbito dos valores, do discernimento, do espírito, do pensamento - eles colocam os outros acima de si mesmos.

É tão fácil recorrer aos outros. É difícil ser auto-suficiente. Você pode fingir virtude para uma platéia. Não pode fingí-la para si mesmo. O ego de uma pessoa é o seu juiz mais severo. Eles fogem dele.

Passam a vida fugindo [...] É simples buscar subtitutos para a competência - subtitutos tão fáceis: amor, charme, bondade, caridade. Porém, não existe substituto para a competência.

É a característica mortal dos parasitas que vivem de segunda mão. Eles não têm nenhum interesse por fatos, idéias, trabalho. Só se interessam pelas pessoas.

Eles não perguntam: ‘Isto é verdade?’ Perguntam: ‘Isto é o que os outros acham que é verdade?’.

O mais importante para eles não é julgar, mas repetir; não é fazer, mas dar a impressão de fazer. Não a criação, mas a exibição. Não a habilidade, mas a amizade. Não o mérito, mas a influência.

O que aconteceria com o mundo sem aqueles que fazem, pensam, trabalham, produzem? [...] Quando pára de usar a sua faculdade de pensamento independente, você pára de usar a sua consciência. Parar de usar a sua consciência é parar de viver.

[...] Homens sem ego. Opinião sem um processo racional. Movimento sem freio nem motor. Poder sem responsabilidade.

O parasita age, mas a fonte de suas ações está espalhada em todas as outras pessoas vivas. Está em todo lugar e em lugar nenhum, e você não pode ter uma conversa racional com ele [...]

Olhe para todos ao nosso redor. Você se perguntou por que eles sofrem, por que buscam a felicidade e nunca a encontram. Se qualquer homem parasse e se perguntasse se jamais teve um desejo verdadeiramente pessoal, ele encontraria a resposta.

Veria que todos os seus desejos, esforços, seus sonhos, suas ambições são por outras pessoas [...] Ele não consegue encontrar nenhuma alegria na luta e nenhuma alegria quando é bem-sucedido.

Ele não pode dizer [...] : ‘Foi isso que eu quis porque fui eu quem quis, não porque fez com que meus vizinhos olhassem boquiabertos para mim’. Então, ele se pergunta por que é infeliz [...]

Nossos melhores momentos são pessoais, automotivados [...] Nem ao menos temos uma palavra para a qualidade de que estou falando, para a auto-suficiência do espírito humano.

É difícil chamá-la de egoísmo ou egotismo, as palavras foram pervertidas [...] eu acho que o único mal fundamental é colocar o seu interesse primário dentro de outras pessoas [...]

- Eu sempre exigi uma certa qualidade nas pessoas de quem gostava [...] Agora sei o que é: um ego auto-suficiente.

- Estou feliz por você admitir que tem amigos.

- Eu até admito que os amo. Mas não poderia amá-los se eles fosse a minha razão principal de viver [...] Se uma pessoa não respeita a si mesma, não pode ter nem amor nem respeito pelos outros [...]

Se este barco estivesse afundando, eu daria a minha vida para te salvar. Não por que seja qualquer tipo de dever. Somente por que eu gosto de você, por meus próprios motivos e padrões. Eu poderia morrer por você. Mas não poderia viver, e não viveria, por você.

[...] não mencionei o pior tipo de parasita de todos: o homem que busca o poder.

***

Os homens aprendem uns com os outros. Mas todo aprendizado é apenas uma troca de idéias. Nenhum homem pode dar a outro a capacidade de pensar [...]

essa é a alternativa básica que que o Homem enfrenta: ele pode sobreviver de duas maneiras - através do uso independente de sua mente ou como um parasita alimentado pela mente dos outros.

O criador origina. O parasita toma emprestado [...] A preocupação do criador é a conquista da natureza. A preocupação dos parasitas é a conquista dos homens.

O criador [...] seu objetivo principal está dentro de si mesmo. O parasita vive em função dos outros, vive de segunda mão. Ele precisa dos outros. Os outros são sua motivação principal.

A necessidade básica do criador é a independência [...] A necessidade básica do parasita que vive de segunda mão é assegurar sua relação com outros homens [...]

Aos homens foi ensinado que concordar com os outros é uma virtude. Mas o criador é o homem que discorda [...]

Quando o primeiro criador inventou a roda, o primeiro parasita reagiu [...]

O criador - rejeitado, oposto, perseguido, explorado - perseverou, seguiu adiante, e com sua energia carregou toda a humanidade com ele.

O parasita não contribuiu em nada para esse processo, exceto em obstáculos".

- Ayn Rand, trecho de A Nascente (The Fountainhead)