terça-feira, 28 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A criatura desrespeita o Criador
Na Bí blia está escrito: "Não vos deixeis desencaminhar:
de Deus não se zomba; porque tudo o que o homem semear,
isso também ceifará".
Eis algumas personalidades zombeteiras:
JOHN LENNON:
Alguns anos depois de dar uma entrevista a uma revista americana,
disse: "O cristianismo vai se acabar, vai se encolher, desaparecer. Eu
não preciso discutir sobre isso. Eu estou certo. Jesus era legal, mas suas
disciplinas são muito simples. Hoje, nós somos mais populares que Jesus
Cristo.(1966)".
Lennon, depois de ter dito que os Beatles estavam mais famosos que
Jesus Cristo, recebeu cinco tiros de seu próprio fã.
TANCREDO NEVES:
Na ocasião da campanha presidencial, disse que se tivesse 500 votos do
seu partido (PDS), nem Deus o tiraria da presidência da república. Os votos
ele conseguiu, mas o trono lhe foi tirado um dia antes de tomar posse.
BRIZOLA:
No ano de 1990, quando houve uma outra campanha presidencial, disse
que aceitava até o apoio do demônio para se tornar presidente.
A campanha, quando acabou, apontou Collor como presidente e não mostrou
Brizola nem em segundo lugar.
CAZUZA:
Em um show no Canecão (Rio de Janeiro), deu um trago em um cigarro
de maconha, soltou a fumaça para cima e disse: Deus essa é para você!
Nem precisa falar em qual situação morreu esse homem.
O CONSTRUTOR DO NAVIO TITANIC:
Na ocasião em que foi construí do, apontaram-no como o maior navio de
passageiros da época. No dia de entrar em alto-mar, uma repórter fez a
seguinte pergunta para o construtor: "O que o senhor tem a dizer para a
imprensa concernente a segurança do seu navio?"
O homem, com um tom irônico, disse: "Nem Deus poderá afundar meu
navio". O resultado foi o maior naufrágio de um navio de passageiros do
mundo.
MARILYN MONROE:
Foi visitada por Billy Graham durante a apresentação de um show.
Ele, um pregador do evangelho, na época havia sido mandado pelo
EspÃírito Santo aquele lugar, para pregar a Marilyn. Porém ela, depois
de ouvir a mensagem do Evangelho, disse: "Não preciso do seu Jesus".
BON SCOTT:
Ex-vocalista do conjunto AC/DC. Cantava no ano de 1979 uma música com a
seguinte frase: "Don´t stop me, I´m going down all the way, wow the
highway to hell". (Não me impeça... Vou seguir o caminho até o fim, na
auto-estrada para o inferno).
No dia 19 de fevereiro de 1980, Bon Scott foi encontrado morto,
asfixiado pelo próprio vômito.
CAMPINAS/SP EM 2005
Em Campinas, uma turma de amigos já embriagados, foram buscar a última
pessoa ir para balada, parou em frente da casa da jovem chamou, e junto
com a moça veio a mãe. A mãe com medo vendo todos embriagados e sua filha
entrando naquele carro lotado, pegou na mão da filha que já estava dentro do
tirar uma onda com a mãe disse: "SÓ SE ELE FOR NO PORTA-MALAS, POIS
Algumas horas depois veio a notícia aos familiares: os jovens, sofreram
um acidente, morreram todos, o carro ficou irreconhecível, mas o porta-malas
ficou intacto. A policia técnica disse que pela violência do acidente seria
impossí vel o porta-malas ficar intacto, quando o policial abriu o
porta-malas, lá estava uma bandeja com 18 ovos sem nenhum arranhão, e
todos nos lugares corretos da bandeja.
outro nome foi dada tanta autoridade como a que há no nome de JESUS. Não
esqueça disso:
Muitos morreram, mas somente um ressuscitou e está vivo até hoje.
"Se te envergonhares de mim, eu me envergonharei de ti perante meu pai".
Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua
alma? Ou
que dará o homem em recompensa da sua alma? (Mateus 16:26).
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Tirarei o coração de pedra
Usando o profeta Ezequiel, o Senhor diz ao Seu povo em exílio que o preço para a liberdade final da escravidão é um coração sensível à comunhão com Ele: “Eu lhes darei um mesmo coração e um espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11:19).
A imagem usada pelo Senhor é expressiva. Coração de pedra é sinônimo de dureza, de insensibilidade. Crente com coração de pedra não se compadece, não intercede, não anda a segunda milha.
Uma vida religiosa que está ficando sem graça, sem poder, sem alegria, está refletindo um coração de pedra. O Senhor quer ajudar. Ele está disposto a ajudar todo aquele que, contrito e arrependido, procura o Seu perdão e a Sua recuperação. Um coração que se volta para o Senhor passa a ficar sensível como um “coração de carne”. Quando isso acontece, o coração de pedra é retirado. “Dá-me, filho Meu, o teu coração!”
Pr. Olavo Feijó
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Macunaímas
Macunaímas
04 de setembro de 2010
Às vésperas de se definirem pelo voto os novos dirigentes do Brasil, cabe perquirir sobre a relação que se estabelece entre o sistema eleitoral e os personagens que atuam nesta trama denominada eleição. O primeiro personagem é, sem dúvida, o eleitorado, nossa gente.
Os relatos de viajantes nos primórdios do século 19 são manifestamente constrangedores, a mostrar características de nosso povo nos planos intelectual e moral. Thomas Lindsey, capitão de pequeno navio, aportou em Porto Seguro em 1801, onde foi preso por aceitar proposta do ouvidor-mor de trocar parte da carga que trazia por pau-brasil. Alegava em sua defesa que jamais poderia imaginar ser ilegal comerciar produto ofertado pela principal autoridade local. Permaneceu o inglês anos retido na Bahia. Em narrativa sobre o Brasil, destaca a ignorância dos habitantes e sua indolência, pois a "única ocupação que os empolga é o baralho". Mais contundente é a observação de que nos negócios prevalece entre os brasileiros a astúcia, sendo exceção os que preservam a retidão na realização de transações.
Quando da proclamação da República, mais de 80% eram analfabetos. No plano moral, Luís Martins, em O Patriarca e o Bacharel, reproduz versos de jovem líder republicano: "Aqui ser honrado é vitupério;/ confiar no direito é grã loucura;/ pois só pode fazer boa figura/ quem for servil ou não passar por sério." Para Alberto Salles, ideólogo da República, o brasileiro é muito sociável, mas não solidário, sem ter o sentido de comunidade e de bem comum. Daí a expressão que melhor traduz o individualismo egoísta: "Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro."
Se o País passou, evidentemente, por grande processo civilizatório de lá para cá, no entanto falta muito. Mário de Andrade, em fins dos anos 20, descreve o herói de nossa gente, Macunaíma, espelho do brasileiro como astuto, preguiçoso, espontâneo, a usar a "esperteza para escapar da socialidade adulta", na expressão de Alfredo Bosi.
Em Conta de Mentiroso, Roberto Da Matta indica o "jeitinho" brasileiro como forma de fuga da letra dura da lei, para fazer prevalecer as regras da amizade, do clientelismo, imperando a máxima "aos amigos tudo, aos inimigos a lei". Desse modo, o interesse pelo bem comum desaparece quando o agente político trata da coisa pública como se privada fosse.
No século 21, a situação nos planos intelectual e moral ainda é preocupante.Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, dos eleitores brasileiros, 8 milhões são analfabetos e 19 milhões apenas sabem ler e escrever sem terem frequentado uma escola, considerados, portanto, como de alfabetização rudimentar; 73,3 milhões de eleitores, ou 58,26% do total, não conseguiram completar o ensino fundamental. Excluídas as categorias anteriores, são 46 milhões de analfabetos funcionais, isto é, têm capacidade de decodificar minimamente as letras, de escrever uma pequena carta, mas não têm , todavia, capacidade de compreender textos, interpretá-los e analisá-los.
O autor de novelas da Globo Sílvio de Abreu, em entrevista à revista Veja, mostrou o desprezo atual pelo herói virtuoso, pois hoje deve, ao gosto do telespectador, ser do vilão a vitória, em vista de a esperteza ganhar reconhecimento de valor social.
O sistema eleitoral, por sua vez, só complica a situação, pois não vincula o candidato a deputado a interesses do eleitor, como ocorreria no voto distrital misto. São milhares de candidatos a deputado, sem coloração partidária alguma, mesmo porque os partidos e seus próceres se misturam e se igualam, sem disputas ideológicas ou programáticas, sem sequer divergências pessoais. Tudo se confunde.
O eleitor médio, sem poder de crítica, é, no caso da escolha para o Executivo, envolvido pelo clima emocional e na opção para deputado, levado a votar em nome conhecido de cantor, artista, jogador de futebol ou de chefete do reduto em que vive. A questão moral é indiferente: corruptos e mensaleiros foram e serão eleitos.
Um país sem heróis virtuosos adota como figura popular um presidente que reproduz Macunaíma, ao colocar a captação do eleitor, a esperteza, acima de qualquer outro interesse. Prova do que digo está no fato de o menino Leandro, do conjunto habitacional Nelson Mandela, ter desnudado o rei. Leandro gravou diálogo com Lula acerca da prática de esporte naquele local:
Leandro: Por que aqui não tem tênis? Lula: Que tênis? Tênis é esporte da burguesia, porra!
E natação? Leandro: A gente não pode entrar na piscina.
Sérgio Cabral: Por quê?
Leandro: Porque não abre para a população.
Sérgio Cabral: Por que não abre para a população?
Leandro: Não sei, eu vim aqui hoje para perguntar...
Lula, então, volta-se para Sérgio Cabral e diz:
“O dia que a imprensa vier aí e pegar um final de semana com essa porra fechada, o prejuízo político será infinitamente maior que colocar dois guardas aí. Coloca dois guardas aí. Coloca o bombeiro para tomar conta e abre isso.”
O popular presidente, cujo estilo debochado tem sucesso, mostrou, sem querer, mais que um modo de ser, desprezo pelo bem do povo. Como se viu, ao presidente pouco importa a população poder usufruir a piscina. É de relevo apenas evitar o malefício político de uma reportagem negativa: "Coloca dois guardas aí", que o prejuízo é muito menor que o desgaste político da denúncia do descaso. Atender à população é de somenos, o que vale é evitar o escândalo eleitoralmente desastroso. Mas o povo é indiferente a esta enorme amoralidade, à esperteza presidencial, que recebe aprovação maciça de uma população sem capacidade de crítica.
É dentro deste universo, pintado com realismo, que se definirá o nosso futuro. Que os políticos de bem a serem eleitos tenham a coragem e a indignação necessárias para resistir à eventual tomada do poder pelos macunaímas do século 21.
ADVOGADO, PROFESSOR TITULAR DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, FOI MINISTRO DA JUSTIÇA