quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

J.G. Bellett

Postado por: O Criador & Criatura


BIOGRAFIA CRISTÃ: John Gifford Bellett (1795-1864), também conhecido como J.G. Bellett, foi um Escritor e Teólogo muito influente no início do movimento dos Irmãos de Plymouth (Irmãos Unidos).

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.". (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).
J.G. Bellett
John Gifford Bellett.
(1795-1864)
Casa de Campo
Ilustração de Casa no Campo.
Nasceu no dia 19 de Julho de 1795 como filho mais velho de uma família anglo-irlandesa em Dublin, porém passou a maior parte de sua juventude numa casa de campo fora da cidade.

Fez o segundo grau em Exeter e mais tarde frequentou o Trinity College em Dublin, ele se destacou por seu talento natural. Em 1817 foi alcançado pelo evangelho salvífico. Até o ano de 1821 ele estudou Ciências Jurídicas em Londres e depois voltou para Dublin. Depois dedicou-se exclusivamente ao estudo e anúncio da Palavra de Deus.

Castelo Powerscourt
Castelo Powerscourt.
J.G. Bellett chegou a conhecer Anthony Norris Groves de Exeter. John Gifford Bellett fazia parte dos primeiros Irmãos Unidos que começaram a se reunir conforme a Palavra de Deus. No inverno de 1827/1828, John Nelson Darby fazia parte desse grupo. Anthony N. Groves (que foi missionário no Oriente Médio) expressou no final do ano de 1829 que seria adequado e conforme a Palavra de Deus reunirem com toda a simplicidade, simplesmente na condição de irmãos sem olhar para clérigos ordenados, mas exclusivamente confiar no Senhor que Ele seria capaz de usar os irmãos dentre eles para a edificação da igreja. Mais tarde, John Gifford Bellett escreveu que essas palavras o impressionaram profundamente. Nesse período, J.G. Bellett assistiu - junto com John Nelson Darby - as conferências conhecidas como Conferências de Powerscourt, que aconteceram no castelo de uma senhora crente.
Enquanto os demais líderes dos Irmãos Unidos foram chamados pelo Senhor Jesus para outras localidades, para anunciar a Bíblia, ensinar e fortalecer os crentes conforme a Palavra de Deus, John Gifford Bellett ficou na Irlanda visitando os cristãos com a finalidade de encorajá-los e aconselhá-los, bem como ministrava estudos bíblicos nas casas de seus amigos.
Ele costumava levantar cedo. Durante o inverno, ele colocava a mesa com a Bíblia e os utensílios para escrever perto do fogo na cozinha e lia, escrevia ou meditava ali por algum tempo antes que o café da manhã estivesse pronto. Durante esse tempo, os estudos sobre os livros de Salmos, Lucas e João surgiram. Mais tarde, estudos sobre o livro de Jó, sobre os patriarcas, os profetas menores, os evangelhos, as epístolas aos Efésios e Tessalonicenses.
Os livros mais bonitos e conhecidos de sua autoria são: "O Filho de Deus" e "A Glória de nosso Senhor Jesus Cristo em Sua Humanidade". Este último livro mencionado foi escrito um pouco antes do seu falecimento.
Por causa de sua maneira doce de se expressar, John Gifford Bellett ganhou o apelido de "o rouxinol entre os Irmãos".
Faleceu no dia 10 de Outubro de 1864 - aproximadamente um ano depois da morte de sua amada esposa Mary Drury.
Relatam que nos seus últimos dias foi visitado por um de seus amigos, que o encontrou num estado de fraqueza física. As suas mãos estavam juntadas, lágrimas escorriam sobre o seu rosto, e ele [J.G. Bellett] disse:

John Gifford Bellett
John Gifford Bellett.
(1795-1864)
"Ó meu caro Senhor Jesus, Tu sabes quão perfeitamente posso dizer juntamente com Paulo: partir e estar com Cristo é ainda muito melhor. Ó quanto melhor! Anseio por isso! Eles vêm e falam de uma coroa de glória - que se calem; falam de glórias, do céu - que se calem! Não desejo uma coroa! Eu tenho a ELE próprio, ELE próprio! Estarei com ELE próprio! Ah, estar com o Homem de Sicar, com Aquele que parou para chamar a Zaqueu, com o Homem de João 8, com o Homem que pendurou na cruz, com o Homem que morreu! Ó, estar com ELE ainda antes que as glórias, as coroas e o Reino se manifestem! É maravilhoso, maravilhoso! Sozinho com o Homem de Sicar, o Homem da porta de Naim; e estarei para sempre com ELE! Tirem essa cena triste, triste, onde Ele foi rejeitado e me deem a Sua presença! Ó, o Homem de Sicar!"
Todo o ministério de J.G. Bellett foi direcionado para evitar afastamento e cumprir a exortação: "Tende paz entre vós" (Mc 9:50; 1 Ts 5:13). Que lembrança feliz se ata ao nome desse fiel homem de Deus, de quem pode-se dizer, que nada daquilo que disse ou escreveu causou divergências, mas que tudo servia para remover barreiras humanas e para fortalecer os corações no temor do Senhor.


FONTE:

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
175 páginas.
Autor: Andrew Miller, 1810-1883.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).

JohnDarby.org

Plymouth Brethren

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Textos diversos.

George Müller

Postado por: O Criador & Criatura


BIOGRAFIA CRISTÃ: Johann Georg Ferdinand Müller (1805-1898), também conhecido como George Müller, estudou teologia na Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg. Ficou muito conhecido como um cristão Evangelista e Diretor de orfanatos.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.". (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).
George Müller
George Müller.
(1805-1898)
O conhecido "Pai dos Órfãos de Bristol" nasceu no dia 27/09/1805 na cidade de Kroppenstedt, na Alemanha. O seu pai ministrou uma educação semelhante com a forma aplicada nos nossos tempos, ou seja, mimou excessivamente George Müller. O resultado era esperado - George ficou mentiroso, caloteiro, beberrão - já na meninice.

Depois de vivenciar uma juventude sem Deus e no caos, ele foi estudar Teologia Protestante. Durante os seus estudos na cidade de Halle an der Saale, na Alemanha, ele alcançou um encontro verdadeiro com Deus através de uma simples reunião caseira de pessoas salvas. Tudo isso foi possível, porque um colega superou a vergonha e foi instrumento de Jesus para convidar George para a reunião. A eternidade de Müller mudou, sua vida foi tocada e seu caráter transformado. Agora ele orava muito, lia a Palavra de Deus e amava todos os crentes em Jesus, os mesmos crentes de quem tanto zombou.

Henry Craik
Henry Craik.
(1805-1866)
Desta forma, logo despertou no seu coração o desejo missionário. Na primavera do ano de 1829 foi para Londres e foi instruído pelo professor Tholuck através da "Sociedade para a Missão Judaica". Durante uma estadia na cidade de Teighnmouth, na Inglaterra, ele conheceu Henry Craik que durante muitos anos foi seu amigo e cooperador.

Henry Craik foi um escocês hebraísta, ou seja, especialista em hebraico, bem como teólogo e pregador. Foi tutor da família de Anthony Norris Groves.

Anthony Norris Groves
Anthony Norris Groves.
(1795-1853)
Anthony Norris Groves é considerado como "pai da fé nas missões". Norris Groves escreveu a primeira missão protestante de língua árabe para os muçulmanos, bem como morou em Bagdá. As ideias de Groves influenciaram um grupo de amigos que se tornaram líderes no movimento dos "Irmãos Unidos" (Irmãos de Plymouth), entre esses líderes estavam John Nelson Darby (1800-1882), John Vesey Parnell (1805-1883) e George Müller.

A influência de Norris Groves sobre George Müller o levou a sujeitar todas as circunstâncias de sua vida à vontade de Deus.

Algum tempo depois de sua volta de Londres, George Müller seguindo as influências de Norris Groves, expressou seus sentimentos de trabalhar na obra do Senhor sem salário regular provindo da "Sociedade para a Missão Judaica", mas recebeu uma resposta gentil, porém negativa da sociedade que por fim o dispensou.

No início do ano de 1830, ele retornou para Teignmouth e ficou na condição de pregador em uma pequena comunidade batista. No verão do mesmo ano, através dos estudos da Palavra de Deus, concluiu que é bíblico o partir do pão a cada domingo, bem como entendeu ser importante que todos os irmãos participassem da reunião usando os dons dados por Cristo no ministério da Palavra. Quando concluiu 25 anos de idade, decidiu que nunca mais receberia um salário fixo de qualquer obra cristã, mas confiaria exclusiva e unicamente em Deus. Tal decisão foi muito difícil, porque a comunidade constava apenas com 18 membros.

Em 07/10/1830 casou com Mary Groves, irmã de Anthony Norris Groves. Ela permaneceu como uma fiel companheira durante os próximos 40 anos, até que faleceu em 06/02/1870. Dessa união matrimonial nasceram quatro filhos. Futuramente, sua filha Lydia casaria com o seu colaborador James Wright. No ano de 1873, aproximadamente, George Müller casou com Susanne Grace Sanger, uma crente que a família Müller já conhecia há 25 anos.

Bristol
A cidade de Bristol, na Inglaterra, enfrentava uma situação deplorável, o que favoreceria o labor missionário de George Müller.

Depois de muitas orações e um exame perscrutador dos amigos Henry Craik e George Müller, eles resolveram mudar para Bristol em maio de 1832. Nessa cidade, Henry Craik assumiu a capela "Gideão" e George Müller assumiu a maior, porém, vazia capela "Bethesda". Nesses lugares praticaram as verdades conhecidas e as reuniões eram simples. George escreveu em seu diário: "sem estatuto algum, somente com o desejo de agir conforme agradasse ao Senhor, esperando luz por meio de Sua Palavra".

Embora essa comunidade mantivesse algumas características eclesiásticas, ainda assim aprovava os princípios praticados em outras localidades pelos crentes pertencentes ao movimento dos "Irmãos Unidos". Assim como os "Irmãos Unidos", essa comunidade valorizava a autoridade da Palavra de Deus e a separação do mundo; o partir do pão (ceia do Senhor) todos os domingos; bem como em consideração à Bíblia, todos ficavam submissos à direção do Espírito Santo. Embora, George Müller e Henry Craik fossem conhecidos como líderes espirituais e pregadores da pequena assembleia, eles não eram pregadores empregados, bem como não recebiam salários fixos.

John Nelson Darby
John Nelson Darby.
(1800-1882)
John Nelson Darby, no mês de outubro do ano 1832, realizou sua primeira visita na assembleia dos irmãos liderados por George MüllerHenry Craik. Em uma carta datada do dia 15 de outubro, Darby relatou a experiência: "Pregamos em ambas as capelas. O Senhor está operando ali uma obra notável e, assim espero, que os nossos amados irmãos Müller e Craik serão ricamente abençoados ali.". Naqueles anos, o trabalho em Bristol foi ricamente abençoado. O pequeno grupo de salvos cresceu rapidamente, tanto que os crentes que frequentavam as duas capelas foram unidos no ano de 1837, perfazendo 668 pessoas em 1844.

Sangue de Jesus
"... mantemos comunhão uns com os outros,
e o sangue de Jesus, seu Filho,
nos purifica de todo pecado.".
I João 1:7b.
Segundo a soberania de Deus, George Müller seguiu caminho diverso do irmão John Nelson Darby. O movimento "Irmãos Unidos" foi multiplicado em dois seguimentos: "Irmãos Fechados" encabeçado por J.N. Darby e "Irmãos Abertos" ou "Neutros" liderado por George Müller.

O novo lema da bandeira dos Irmãos "Abertos" ou "Neutros" era: "O sangue do Cordeiro é a unidade dos santos". Certamente não poderia haver unidade sem o precioso sangue do Cordeiro imaculado de Deus. Para os "Irmãos Fechados", o sangue do Cordeiro é a base de paz. Eles entendiam que a base da unidade ou centro da unidade era o Cristo ressurreto e glorificado. Depois surgiu outro movimento, a saber, "Restauração do Senhor" liderado por Watchman Nee. A "Restauração do Senhor" entende que a unidade dos crentes é vista através da base da localidade, ou seja, através da igreja local inominada e adenominacional.

Os "Irmãos Abertos" não excluíam da comunhão os cristãos que reuniam nos grupos denominacionais. Eles praticavam os versículos bíblicos: Romanos 14:4a - "Quem és tu, que julgas o servo alheio?" (Bandeira do Blog) e Colossenses 3:13a - "Suportai-vos uns aos outros".

Desta forma, vemos três posicionamentos:

  1. Os crentes são unidos através do Sangue de Jesus;
  2. Os crentes desfrutam unidade no Cristo ressurreto e glorioso; e
  3. Os crentes demonstram a unidade para a sociedade na cidade em que moram, ou seja, não através da "igreja universal", mas da "igreja local".

Hoje, nós somos muito ajudados por todos esses posicionamentos. Mesmo aqueles que frequentam os grupos denominacionais são ajudados na reflexão sobre o sistema religioso existente no cristianismo. George Müller expressou o valor do Sangue de Jesus; J.N. Darby apontou o Cristo glorioso; e Watchman Nee indiciou a importância da localidade nos planos de Deus.

No Brasil, o movimento dos "Irmãos Unidos" é expresso nos locais de reunião com a terminologia "Casa de Oração", já em outros países é conhecido como "Assembleia dos Irmãos".

George Müller
George Müller.
(1805-1898)
Müller "antes de falecer, disse que lera a Bíblia inteira cerca de duzentas vezes; cem vezes o fez estando de joelhos".
A Bíblia não era apenas um livro de cabeceira que lemos antes de dormir, mas um livro para toda a sua vida. Tal livro dos livros foi a fonte de toda a sua inspiração, bem como o segredo do maravilhoso crescimento espiritual que alcançou.
"O que pode acontecer a um homem comum que confia num Deus extraordinário? George Müller descobriu possibilidades infinitas!".
"Decidiu abrir orfanatos para cuidar de centenas de crianças, dependendo unicamente da resposta de Deus para suprir todas as necessidades".

A força de sua vida abençoada estava na simplicidade de sua fé em Deus e em Sua Palavra. George amava a Palavra contida na Bíblia.


Orfanato
Orfanato nº 3 em Bristol
Responsabilidade de George Müller.
ORFANATOS

Em 1834 fundou juntamente com Henry Craik a "Instituição para a Propagação do Conhecimento das Escrituras na Inglaterra e no Exterior", cuja finalidade era a fundação de escolas cristãs, a divulgação das Sagradas Escrituras, bem como o apoio para as missões baseadas na fé. No início do ano de 1835, embora não recebessem nenhum apoio financeiro de incrédulos nem fizessem empréstimos, já estavam com cinco escolas ativas e os funcionários eram todos salvos.

Embora fossem escassos os recursos financeiros, bem como inexistisse renda regular, entregou tudo que possuía para os pobres.

Em 1833, durante todas as manhãs andava nas ruas da cidade de Bristol e chamava as crianças pobres para fornecer um pedaço de pão e instrução na leitura da Bíblia. Também realizava o mesmo procedimento com os adultos.

George Müller tinha uma visão muito clara sobre a interligação da oração com uma vida de santidade, assim procurou demonstrar esse princípio através das suas pregações e de seus escritos.

"A coragem de Müller e sua dependência total do Pai celeste irão inspirar você a confiar no Deus dos impossíveis em todas as áreas de sua vida. Afinal, Ele faz muito mais do que podemos imaginar. Ontem, hoje e sempre!".
Hoje reconhecemos o irmão George Müller como um dos maiores exemplos de fé e oração dentro da História da Igreja.
Orfanato
Crianças no Orfanato.
"Qual o segredo de suas vitórias? Como um homem humilde tornou-se um crente tão consagrado e um obreiro tão bem-sucedido? Como conseguiu de Deus o sustento para vários orfanatos, sem jamais comentar com terceiros as necessidades da obra?".


George Müller
Crianças no Orfanato.
Müller foi um homem usado por Deus como um instrumento para demonstrar o "território da oração" para nossa sociedade gelada de coração, egocêntrica e calculista, e principalmente para despertar o Ministério de Oração da Igreja.


George Müller
Crianças no Orfanato.

"Sete milhões e quinhentos mil dólares foram enviados como resposta de oração, para o sustento de mais de 9 mil órfãos, sem jamais ter pedido a alguém um centavo sequer. Tudo vindo em resposta a orações confiantes.".


SUAS VIAGENS

Viagens Missionárias
George Müller fez diversas viagens no continente europeu. Visitou a Alemanha durante os anos de 1840-1841. Na sua velhice também realizou diversas viagens missionárias no período de 1875-1892. Essas viagens foram para a Europa, Ásia, América, África e Austrália. Nessas viagens pregou o evangelho de maneira clara e simples, conduzindo muitas almas para Cristo, bem como instruiu sobre o uso da Bíblia e a interpretação das verdades sagradas. Também apontou o caminho para o amor fraternal, a genuína fé salvífica, a esperança acerca da volta de Jesus Cristo como Senhor e Rei, bem como a necessidade de separação do mundo.

SUAS PALAVRAS:
"O grande ponto é nunca cansar de orar antes de receber a resposta. Tenho orado cinquenta e dois anos, diariamente, por dois homens, filhos de um amigo da minha mocidade. Não são ainda convertidos, porém espero que o venham a ser. Como pode ser de outra forma? Há promessas inabaláveis de Deus e sobre elas eu descanso".
"Procuro a vontade do Espírito de Deus por meio da sua Palavra. É essencial que o Espírito e a Palavra acompanhem um ao outro. Se eu olhar para o Espírito sem a Palavra, fico sujeito, também, a grandes ilusões".
Quando alguém lhe indagou a respeito do segredo dos seus êxitos, ele respondeu, curvando-se até quase tocar o chão:
"Veio um dia em que eu morri, morri completamente, morri para George Müller, suas opiniões, preferências, gostos e vontade; morri para o mundo - sua aprovação ou censura; morri para a aprovação ou censura até dos meus irmãos e amigos; e, desde aquele dia, tenho me esforçado somente por apresentar-me diante de Deus aprovado".

No dia 10 de março de 1898, no período matutino, foi repentinamente chamado para o Lar em Cristo. No dia anterior ocupou o seu tempo com a "reunião de oração". A sua morte foi inesperada e sem dores. Quando o seu testamento, foi verificado constatou que sua fortuna era apenas o mobiliário de seu apartamento. Embora tivesse passado em suas mãos o montante de sete milhões e quinhentos mil dólares em nenhum momento furtou qualquer valor, todos os seus recursos e forças foram para Cristo e Seu reino, bem como para o próximo.

FONTE:
Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
175 páginas.
Autor: Andrew Miller, 1810-1883.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).

Livro: George Müller - Um dos maiores exemplos de fé e oração da história da igreja.
71 páginas.
Autor: Jack Manley.
Editora: Betânia. (Brasil).
Livro: George Müller - Homem de Fé a quem Deus deu milhões.
47 páginas.
Autor: Carlos R. Parsons.
Editora: Shedd Publicações. (Brasil).
Livro: George Müller - O triunfo da fé no sobrenatural.
167 páginas.
Autor: Faith Coxe Bailey.
Editora: Vida. (Brasil).
Livro: Heróis da Fé - Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo.
246 páginas.
Autor: Orlando Boyer.
Editora: Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD. (Brasil).

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados).
175 páginas.
Autor: Andrew Miller, 1810-1883.
Editora: Depósito de Literatura Cristã-DLC. (Brasil).

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Textos diversos.

Robert Kalley

Postado por: O Criador & Criatura


BIOGRAFIA CRISTÃ : Robert Reid Kalley (1809-1888), também conhecido como Robert Kalley ou simplesmente Dr. Kalley, foi um Médico e Pastor escocês que nasceu em Mount Florida, Glasgow.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.". (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).
Robert Kalley
Robert Kalley.
(1809-1888)










Robert Kalley
Robert Kalley.
(1809-1888)
Filho de família bem sucedida, seu pai era um rico mercador.

Robert frequentou primeiro a Rennie School, depois foi para a Glasgow Grammar School e, finalmente, com apenas dezesseis anos, foi matriculado no curso de Artes na Glasgow University. Seus estudos incluíam retórica, latim e grego avançados. Depois matriculou-se no Laboratório Farmacêutico vinculado à Glasgow Royal Infirmary, recebendo seu diploma em 1827. Dois anos mais tarde, especializou-se em Farmácia e Cirurgia pela Glasgow Faculty of Medicine and Surgery. Alguns anos depois, em 1838, conseguiu seu diploma na Glasgow University.

Sarah Kalley
Sarah Poulton Kalley.
(1825-1907)







Sarah Kalley
Sarah Poulton Kalley.
(1825-1907)
Sarah Poulton Kalley nasceu em 25 de Maio de 1825. Foi ótima aluna e seus estudos englobavam aulas de piano, pintura, poesia e idiomas.

Sarah demonstrou muita habilidade para o ensino, assumindo algumas classes da Escola Bíblica Dominical em Torquay.

A personalidade do Dr. Kalley impressionou a senhorita Sarah que ouvira sobre o trabalho cristão desenvolvido por Robert Kalley na Ilha da Madeira em Portugal. A impressão e simpatia culminou no casamento do casal Kalley no  dia 14 de Dezembro de 1852.
Robert Kalley e Esposa
Robert Kalley e esposa Sarah Poulton Kalley.
Robert e Sarah Kalley chegaram ao porto do Rio de Janeiro, no dia 10 de maio de 1855.

Dr. Robert Kalley era chamado por seus opositores de "herege leitor da bíblia", "intruso" e, ainda, "lobo em meio às ovelhas" - o Lobo da Escócia. No entanto isso não o intimidava, pelo contrário, ele manteve "o grande objetivo de todo cristão": a pregação da verdade do evangelho para a salvação das almas. "O cristão deve viver por isso, e, se preciso, morrer por isso". Assim, através da pregação do Dr. Kalley, o Brasil foi finalmente apresentado à cruz de Cristo.
Robert Kalley era humilde e manso de coração quando seus interesses pessoais eram ameaçados; mas lutava energicamente como um leão, quando os interesses do Senhor e do Seu reino sofriam ataques.


Bandeira Real do Brasil
Bandeira Real do Brasil (1822).

O governo do Brasil Império proibiu o Dr. Kalley de ministrar pregações aos brasileiros. Tal decisão foi influenciada pela Igreja Católica Romana. A liderança católica brasileira invocava o quinto artigo da Constituição de 1824, considerando que o país era por direito uma possessão da Igreja Católica. Este direito estava estampado na primeira página da Constituição do Império do Brasil: "A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio".


Bandeira Imperial do Brasil
Bandeira Imperial do Brasil (1822-1889).

As dificuldades para a pregação do evangelho salvífico pelos cristãos protestantes eram abundantes. O Dr. Kalley foi proibido de pregar publicamente para os brasileiros e restringido a ministrar cultos domésticos apenas para os estrangeiros. Estavam descartadas as possibilidades da participação dos brasileiros, pois as mensagens evangélicas poderiam ser pregadas livremente apenas nos lares dos estrangeiros e no idioma do proprietário da residência.

Kalley pregava ousadamente a Palavra de Deus nas ruas ensolaradas do Rio de Janeiro, mesmo perante tantas perseguições e obstáculos aparentemente intransponíveis.



Dom Pedro II
Dom Pedro II.
(1825-1891)
DOM PEDRO II

Alcunhado (apelidado) como o Magnânimo, foi o segundo e o último monarca do Império do Brasil. Reinou no país durante um período de 58 anos. Nascido no Rio de Janeiro, foi o filho mais novo do Imperador Dom Pedro I do Brasil, também conhecido como Dom Pedro IV de Portugal e da Imperatriz Maria Leopoldina de Áustria, e portanto, membro do ramo brasileiro da Casa de Bragança. Foi coroado em 18/07/1841 e sua herdeira na sucessão foi Isabel, Princesa Imperial do Brasil. Dom Pedro II morreu com 66 anos na França.

Robert Kalley enquanto permaneceu no Brasil, "manteve laços de amizades com vários membros da realeza, até quando enfermo, foi visitado em sua mansão, pelo imperador D. Pedro II, um encontro de dois intelectuais no dia 6 de março de 1860. D. Pedro II era assíduo leitor da Bíblia e nutria um desejo sagrado de visitar a Terra Santa. Dr. Kalley, lia e ensinava a Bíblia e por um período de quase três anos de sua vida ministerial residiu na Palestina. Suas palavras sobre a Terra Santa, empolgavam ainda mais o forte interesse de D. Pedro II em visitar aquela região, berço do cristianismo".

"Em 1876, dezesseis anos depois, acompanhado de uma enorme comitiva e guiado pelo frei franciscano Liévin de Hamme, Dom Pedro II, então com 51 anos, realizou a sua sonhada viagem à Terra Santa. O Imperador, D. Pedro II foi o primeiro dirigente na história do Brasil a visitar o Oriente Médio. A áurea - ou felicidade do segundo dirigente, coube ao petista pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva que esteve no Oriente Médio em dezembro de 2003. Como bom caixeiro viajante, o presidente Lula esteve na Síria, Líbano, Emirados Árabes, Egito e Líbia. Entre a visita de D. Pedro II e Luiz Inácio Lula da Silva, se passaram 127 anos!".

Durante sua viagem histórica: "Dom Pedro II visitou o campus de Harvard em junho de 1876 e jantou em companhia, entre outros, de Henry Longfellow (poeta estadunidense) e Ralph Waldo Emerson (filósofo e poeta estadunidense). Longfellow mais tarde comentou que o imperador brasileiro estava interessado em conhecer o mundo não como rei, mas como um simples viajante".

Senador José Martins de Cruz Jobim
José Martins de Cruz Jobim.
(1802-1878)
Todos os contatos que a família Kalley sustentara, foram importantes para o progresso da fé evangélica protestante, senão vejamos, além da cordialidade existente com a família real, os Kalley influenciaram o  Legislativo através do bom testemunho que manifestavam em suas vidas.

O Senador José Martins de Cruz Jobim propôs no Parlamento que a completa liberdade religiosa fosse garantida e que os oponentes fossem acusados de crime. No caloroso debate que se seguiu, ele definiu sua crença: "Eu não acredito em nada além do que Cristo ensinou; e, quanto a todas as outras coisas, tenho grandes dúvidas, e não as considero de qualquer importância".


Rio de Janeiro
Ilustração do Rio de Janeiro.
Na época de 1855, "a cidade do Rio de Janeiro tinha uma população estimada em 300 mil habitantes. Havia 50 igrejas e capelas católicas onde a população desfilava a cada manhã de domingo. [Família Kalley] Orientados pela leitura do livro do reverendo Kidder, fixaram morada em Petrópolis, opção pelo clima e pela aproximação com à Corte Brasileira


Rio de Janeiro
Cartografia do Rio de Janeiro no Império.

Palácio Imperial de Petrópolis
Palácio Imperial de Petrópolis-RJ, Brasil.
Na cidade serrana de Petrópolis, os Kalley alugaram a mansão Gernheim, onde residira Mr. Webb, embaixador dos Estados Unidos.

"Gernheim" é a expressão germânica para "lar muito amado". Neste lar muito amado, Sarah Kalley organizou a primeira Escola Bíblica Dominical permanente no Brasil, iniciada no dia 19 de agosto de 1855.

Desta forma nasceu a Igreja Evangélica Brasileira em meio às provações e sofrimentos do evangelismo diante do contexto político-social no ano de 1855.

Robert Kalley faleceu em Edimburgo, em 17 de janeiro de 1888, aos 79 anos. O labor deste homem de Deus findou nesta terra. Jesus Cristo, o Senhor deste servo o convocou para a eternidade, agora para ser rei e sacerdote (1 Pedro 2:9 e Apocalipse 20;6b) eterno de Deus. O serviço fúnebre foi conduzido por seu amigo Hudson Taylor, outro gigante das missões mundiais.

Que sejamos achados como bons servos de Jesus Cristo, como aqueles que demonstram fidelidade e prudência no serviço Santo de nosso Deus.


BRASIL ATUALMENTE:


Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, Brasil.
Bandeira Republicana do Brasil (1889).










Marcha para Jesus
"Marcha para Jesus" no Rio de Janeiro, Brasil.
Movimento Evangélico.
Nós brasileiros somos gratos aos pioneiros do evangelho, aos homens que deixaram o conforto de suas nações, o aconchego de suas famílias, a estabilidade de suas vidas, simplesmente, para atenderem ao sublime chamado de Cristo de apregoar as boas novas para todas as criaturas.


Marcha para Jesus
"Marcha para Jesus" no Rio de Janeiro, Brasil.
Movimento Evangélico.



Hoje, nós brasileiros não devemos ser soberbos, não seremos nós que vamos ganhar o mundo inteiro, pelo contrário, homens do mundo inteiro vieram até nós para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.
Marcha para Jesus
"Marcha para Jesus" no Rio de Janeiro, Brasil.
Movimento Evangélico.




Face o exposto, qual é a nossa postura?

Devemos honrar o labor dos nossos irmãos do passado vivenciando a Palavra intensamente em nossas vidas. Que a Bíblia seja o objeto mais precioso do nosso viver. Busquemos a santidade sem a qual ninguém verá a Deus e corramos para o alvo que é a manifestação do Reino dos Céus de nosso Senhor Jesus Cristo. Vivamos um santo proceder que provoque em nós o domínio majestoso do nosso Rei Jesus em nosso espírito humano.

Proclamaremos?

Sim! Mas, não com um coração arrogante como se nós fossemos os pioneiros, pelo contrário, anunciaremos as boas novas com o coração humilde, sabendo que as multidões cristãs que hoje ocupam os eventos evangélicos nos grandes estádios de futebol do Brasil, bem como aquelas que manifestam o seu amor nas "Marchas para Jesus" não são o fruto apenas do nosso labor cristão, mas são as ramificações das diversas sementes lançadas no território brasileiro desde o período do Brasil Colonial e Imperial.

Brasil Evangélico
Brasil Evangélico.

FONTE:

Livro: Jornada no Império - Vida e Obra do Dr. Kalley no Brasil.
254 páginas.
Autor: William B. Forsyth.
Editora: Fiel. (Brasil).

Livro: O Brazil Pentecostal - Uma Análise da História.
187 páginas.
Autor: Carlos Boaventura.
Editora: Nova Jerusalém. (Brasil).

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Textos diversos.

Madame Guyon

Postado por: O Criador & Criatura


BIOGRAFIA CRISTÃ : Jeanne Marie Bouvier de La Motte (1648-1717), também conhecida como Madame Guyon, foi levantada por Deus num contexto católico, em pleno século XVII, quando as nuvens da apostasia ainda eram densas, apesar da fresta de luz da Reforma. Foi uma das principais defensoras do Quietismo.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.". (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Madame Guyon
Madame Guyon.
(1648-1717)
"O Quietismo foi um movimento místico dentro da Igreja Católica Romana durante o século XVII que acentuava o acesso intuitivo imediato a Deus pela alma passiva, aberta à influência da luz interior.". Fundamentavam sua crença no texto bíblico de Tiago 1:17 "Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes,em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.".

"Esta reação contra a ideia da racionalização dos dogmas teve precursores como Carlos Borromeo (1538-1584), cardeal e arcebispo de Milão, Ignácio de Loyola da Espanha e Francisco de Sales (1567-1622), da França.". A "Introdução à Vida Devota" (1609) de autoria de Francisco de Sales, poderia ser lida hoje com muito proveito pelos protestantes. No século XVII, estes místicos foram sucedidos pelo movimento dos Quietistas.

"Perseguida a cada passo de sua carreira, padeceu maus-tratos, aflições, sofreu abusos e foi presa durante anos pelas maiores autoridades da Igreja Romana. Seu único crime foi amar a Deus; sua culpa foi a suprema devoção e afeição a Cristo. Entretanto, Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele, através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Seus inspirados escritos, especialmente gerados na prisão, influenciaram a muitos ao redor do mundo e a notáveis líderes, tais como o Arcebispo Fenelon, os Quacres, John Wesley, Zinzendorf, Jessie Penn-Lewis, Andrew Murray e Watchman Nee. Eles foram tão marcados por Deus através dela que muitas das verdades comentadas e vividas por eles tiveram origem, de alguma maneira, no que herdaram de Madame Guyon; em nossos dias, estamos apenas começando a tocar no fluir das águas da verdadeira espiritualidade que Deus fez jorrar através dela.".

"Madame Guyon (1648-1717) (...) encareceu a contemplação passiva como objetivo da experiência mística do divino. Francis Fenelon (1651-1715), tutor real, defendeu-a dos ataques de Bossuet, e em sua obra, "A Perfeição Cristã", que tem contribuído para a vida devocional de protestantes e católicos, fez uma apresentação positiva do quietismo.".

Fénelon
François Fénelon.
(1651-1715)
François de Salignac de La Mothe-Fénelon, também conhecido como François Fénelon ou arcebispo Fenelon, foi um teólogo católico apostólico romano, poeta e escritor francês, que manifestou ideias liberais sobre a política e a educação. Suas propostas confrontavam nessa época a Igreja Romana e o Estado. Foi membro da Academia Francesa de Letras.

"Na história do mundo foram poucas as pessoas que atingiram o alto grau de espiritualidade alcançado por Madame Guyon. Ela nasceu em uma época corrupta, em uma nação marcada pela decadência; cresceu e criou-se em uma igreja tão devassa quanto o mundo em que estava inserida; foi perseguida a cada passo de sua carreira; andando às cegas em meio a uma devastação e ignorância espiritual, não obstante ela atingiu o auge da preeminência em termos de espiritualidade e devoção cristã.".

Madame Guyon
Madame Guyon.
(1648-1717)
"Viveu e morreu dentro da igreja católica; contudo, padeceu tormentos e aflições; foi maltratada, sofreu abusos e foi presa durante anos pelas maiores autoridades daquela igreja [Igreja Católica Romana].".

"Seu único crime foi amar a Deus. Sua suprema devoção e incomensurável ligação com Cristo foram os pretextos usados para justificar as ofensas que sofreu. Exigidos seu dinheiro e seus bens, ela, com alegria, se desfez deles, mesmo sabendo que ficaria pobre, mas de nada adiantou." Continuou sendo perseguida!

"Ela simplesmente gostava de fazer o bem para o próximo, e foi tão cheia do Espírito Santo e do poder de Deus que operou maravilhas em sua época, não deixando de influenciar as gerações seguintes.".

Depois que saiu da prisão em Vincennes no ano 1710, viveu mais sete anos, morrendo no dia 09 de Junho de 1717, em Blois, aos 70 anos de idade.

Masmorra
Masmorra.
SUAS PALAVRAS:

"Eu tinha uma satisfação inexprimível e uma alegria no sofrer e no estar na prisão. O confinamento de meu corpo fez-me desfrutar melhor da liberdade de minha mente.".

"Nunca tive nenhum ressentimento contra meus perseguidores, embora os conhecesse bem, seu espírito e suas ações. Jesus Cristo e os santos viam seus perseguidores e, ao mesmo tempo, sabiam que não podiam ter poder a não ser que do alto esse poder lhes fosse dado (Jo 19.11).".

"As pedras de minha prisão pareciam, aos meus olhos, semelhantes a rubis; eu as estimava mais do que todo o fulgor ostentoso de um mundo vão. Meu coração estava cheio dessa alegria que Tu concedes àqueles que Te amam, em meio às suas maiores tribulações.".

"Em 22 de agosto de 1688 pensou-se que eu estava para sair da prisão, e tudo parecia tender para isso. Porém o Senhor deu-me um sentido de que, longe de estar desejosos de libertar-me, eles só estavam lançando novas armadilhas para arruinar-me com mais eficácia e fazer o padre La Mothe conhecido e estimado pelo rei. No dia mencionado, que era meu aniversário, aos 40 anos de idade, acordei sob uma impressão de Jesus Cristo em agonia, vendo o conselho dos judeus contra Ele. Eu sabia que ninguém, senão Deus, poderia livrar-me da prisão, e eu estava satisfeita por ver que Ele o faria um dia por Sua justa mão, embora não soubesse de que modo".
"Quão estreita é a porta que leva a uma vida em Deus! Quão pequeno é preciso ser para atravessá-la, não sendo outra coisa senão a morte para o 'eu'! Porém quando passamos por ela, que amplitude encontramos!".
"Espero que o que escrevo não seja visto por ninguém que possa ofender-se com isso, ou que não esteja em condição de ver estes assuntos em Deus.".

"Nos tempos da lei antiga, houve vários mártires do Senhor que sofreram por afirmar e confiar no verdadeiro Deus. Na igreja primitiva de Cristo, os mártires verteram seu sangue, por manter a verdade de Jesus Cristo crucificado. Agora há mártires do Espírito Santo, que sofrem por sua dependência Dele, por manter Seu reino nas almas e por ser vítimas da vontade divina.".

"Tu, ó meu Deus, fizeste comigo como fizeste com Teu servo Jó, devolvendo-me em dobro o que havias tomado e livrando-me de todas as minhas tribulações. Deste-me uma facilidade maravilhosa para satisfazer a todos.".

"Deixei-me ser levada para onde quisesse meu Pai celestial, alto ou baixo; tudo era igualmente bom para mim.".

"Eu sinceramente omitiria o que estou prestes a escrever se alguma parte disso proviesse de mim, e também pela dificuldade de expressar-me, uma vez que poucas almas são capazes de entender caminhos divinos que são tão pouco conhecidos e tão pouco compreendidos. (...). Eu mesma nunca li nada similar. A expressão nunca se iguala à experiência.".

"O diabo não mais exerce seu poder contra sua fé ou crença, mas ataca diretamente o domínio do Espírito Santo, opondo-se ao Seu movimento celestial nas almas e descarregando seu ódio no corpo daqueles cuja mente ele não pode ferir. Ó, Santo Espírito, um Espírito de amor, permite-me estar sempre submissa à Tua vontade, e, como uma folha que se move com o vento, assim permite-me ser movida por Teu divino sopro. Assim como o vento impetuoso rompe tudo o que lhe resiste, rompe Tu a todos os que se opõem ao Teu império.".

"Quantas vezes tenho dito, até na amargura de meu coração, que devo ter mais medo de uma repreensão de minha consciência do que do grito e condenação de todos os homens!".

"Enquanto estava presa em Vincennes, (...) passei meu tempo em grande paz, alegre por passar o resto de minha vida ali, se esta fosse a vontade de Deus. Entoava cânticos de alegria, que a serva que me servia aprendeu de memória, tão rápido quanto eu os fazia. (...).".

Witness Lee
Witness Lee.
(1905-1997)
Muitos de nós lemos a biografia de Madame Guyon. Pelo relato de sua vida, vemos que ela era alguém firme na sua consagração, e que progredia continuamente. Consequentemente, podemos distinguir de modo claro os cinco pontos da consagração manifestados nela, quando já era de idade avançada. A base da consagração era firme como uma rocha. Sempre que havia uma questão entre ela e o Senhor, havia uma rocha sob seus pés, sobre a qual ela se apoiava continuamente. Ela dizia ao Senhor: ‘Senhor, Tu me compraste!’. A motivação da consagração era simplesmente como a poderosa força de torrentes de águas; portanto, a consagração continuava doce e absoluta. Na autobiografia, ela sempre mencionava que renovava seus votos matrimoniais com o Senhor. Isso mostra que em seu ser interior, ela era constantemente tocada e constrangida pelo amor do Senhor, pois um voto matrimonial é a expressão mais elevada do amor. Do ponto de vista humano, o caminho que ela percorreu foi de muito sofrimento, mas para ela, sobremodo doce. Por causa do amor do Senhor, seu sofrimento foi transformado em dulçor. O significado da consagração era inclusive mais claro. Embora estivesse, às vezes, em casa servindo o marido e cuidando do filho, era alguém que realmente permanecia nas mãos do Senhor. Estava disposta a abrir mão de tudo e colocar-se inteiramente nas mãos de Deus. Ela Lhe dizia: ‘Ó Deus, se quiseres usar-me, golpear-me, espremer-me ou moldar-me, quero estar à Tua disposição. Não estou em minhas próprias mãos; entreguei-me a Ti’. Esse ponto particular é especialmente claro em Madame Guyon. O propósito da sua consagração não era de modo nenhum confuso. Ela realmente era alguém que pela consagração deixou Deus trabalhar nela, esculpi-la, quebrantá-la e espremê-la. Sua função, portanto, foi expressa de maneira muito plena, brilhando como o sol ao meio-dia. Consideramos que, nos últimos três séculos, ela proporcionou mais vida aos santos [crentes] do que qualquer outra pessoa. Por ter deixado Deus trabalhar nela ao máximo, ela tinha o máximo para ministrar às pessoas. Embora tenha morrido, ainda hoje recebemos ajuda por intermédio de sua experiência. Finalmente, o resultado da sua consagração faz-nos adorar ainda mais a Deus. Ela não teve nenhum sucesso no mundo, nem havia na sua obra espiritual alguma expectativa futura. Ela podia dizer que era simplesmente um monte de cinzas; tudo tinha acabado. Por outro lado, no universo, diante de Deus, está sempre produzindo um aroma agradável para Sua satisfação e alegria do Seu povo. A experiência da consagração realmente alcançou nela a plena maturidade.”. Witness Lee.

Sua vida e obra são maravilhosos, seu ministério é riquíssimo. Considerando que homens como o Arcebispo Fenelon, os QuacresJohn WesleyZinzendorfJessie Penn-LewisAndrew Murray e Watchman Nee leram sua autobiografia, bem como seus escritos, quanto mais nós! Se você prezado leitor considera-se superior aos exemplos citados, tudo bem! Mas, se você é humilde de coração e deseja crescimento em vida espiritual perante Deus, então sugestionamos a leitura de seus livros.
FONTE:
Livro: Autobiografia de Madame Guyon.
426 páginas.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).

Livro: O Cristianismo através dos Séculos.
508 páginas.
Editora: Vida Nova. (Brasil).

Livro: A Experiência de Vida.
360 páginas.
Autor: Witness Lee.
Editora: Árvore da Vida. (Brasil).

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Dora Yu

Postado por: O Criador & Criatura


BIOGRAFIA CRISTÃ : Yu Cidu ou Yue Ling Tsz (1873-1931), também conhecida como Dora Yu, foi uma Evangelista que atuou na China.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.". (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Dora Yu
Dora Yu.
(1873-1931)
Dora Yu formou-se no verão de 1896 na Faculdade de Medicina de Soochow. Depois de ter sido diplomada na escola de medicina, Dora continuou a servir no Mary Black Memorial Hospital.

Ela foi saudada pelos missionários ocidentais como a Evangelista chinesa "mais proeminente" da China no começo do século XX. Seu ministério de reavivamento foi particularmente eficaz no meio da classe alta, educada, chinesa.

"Entre os evangelistas que o Senhor levantou na China, havia uma jovem irmã cujo nome em inglês era Dora Yu e, em chinês, Yu Tzu-tu. Ela foi salva ainda bem jovem e, mais tarde, enviada por sua família à Inglaterra para estudar medicina. A caminho da Inglaterra, seu navio aportou em Marselha, no sul da França. Naquele momento, ela ganhou um pesado encargo e disse ao capitão que não poderia continuar a viagem e que teria de voltar para pregar o evangelho de Cristo. O capitão ficou perplexo, mas nada pôde fazer a não ser enviá-la de volta para a casa. (...). / Ela saiu de casa, peregrinando pelas ruas e pregando o Senhor Jesus. Ninguém a assalariou. Ela simplesmente confiava no Senhor. Por meios supridos pelo Senhor, ela alugou uma loja num subúrbio de Xangai para a pregação do evangelho. A partir de então, foi convidada pelas denominações para realizar muitas reuniões de pregação do evangelho. Ela viajou extensivamente por muitas províncias fazendo a obra do evangelho, e tornou-se uma testemunha prevalecente para o Senhor. Ela continuou a pregar pelo resto de sua vida, levando centenas de pessoas ao Senhor. (...). / Em Fevereiro de 1920, Dora Yu foi convidada para ir a Fuchow, capital da província de Fukien, onde pregou o evangelho num auditório metodista. Sua pregação foi tão convincente e cheia de poder que, depois de cada reunião, podiam-se encontrar fileiras de lágrimas no piso, devido ao choro da audiência. Muitos foram salvos. Entre os convertidos estava uma senhora chinesa muito culta, a mãe de Watchman Nee". Witness Lee.


Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)
WATCHMAN NEE

"Em uma das reuniões de reavivamento de Dora Yu em Fuzhou, em 1920, o jovem Watchman Nee, de 17 anos, experimentou uma poderosa salvação e imediatamente se consagrou ao serviço em tempo integral a Deus. Dora Yu foi não só a "mãe espiritual" de Watchman Nee (1 Co 4:15) mas também sua mentora por meio de quem Watchman Nee foi introduzido nas verdades bíblicas fundamentais e na experiência de vida interior."





Guerra Chinesa
GUERRA CIVIL CHINESA
(1927-1937; 1946-1949)

O ano de 1927 foi crítico na história do movimento missionário ocidental na China. Naquela época o país estava politicamente dividido em regiões autônomas sob o controle de déspotas regionais, cuja base se localizava no norte e centro da China.

Guerra Civil Chinesa (1927-1937; 1946-1949) é o nome dado para o conjunto de conflitos entre as forças chinesas nacionalistas e comunistas. Normalmente o período da Guerra Civil é focalizado depois do término da Segunda Guerra Mundial, todavia, tais conflitos remontam ao final da Dinastia Qing, em 1911.

Chiang Kai-Shek
Chiang Kai-Shek.
(1887-1975)
Os horrores começaram em 1927, durante a expedição de Jiang Jieshi, também conhecido como Chiang Kai-Shek. Ele foi um militar político chinês que assumiu a liderança no ano de 1925 do Kuomintang (Partido Político Conservador Chinês), um partido existente naquela época.

Kai-Shek comandou a Expedição do Norte, que tinha como objetivo unificar a China contra os chamados Senhores da Guerra na China, os quais dominavam muitas regiões do país. No ano de 1928, saiu vitorioso como líder da República da China.

Foi escolhido como o Homem do Ano, em 1937, juntamente com sua esposa Soong May-ling (1898-2003), filha do missionário metodista Charlie Soong. Ela faleceu com 105 anos. Além de primeira-dama, sua esposa foi política e pintora.

Assim como sua esposa, Chiang Kai-Shek, também era um cristão metodista.

A República da China ingressou no ano de 1937 na Segunda Guerra Sino-Japonesa com o Império do Japão. Essa guerra fragilizou a imagem de Kai-Shek dentro da China, no entanto, sua imagem cresceu exteriormente. Na Guerra Civil Chinesa (1927-1949), ele tentou erradicar os comunistas chineses, entretanto, falhou nessa tentativa e foi forçado a recuar seu governo para a ilha Formosa (também conhecida como Taiwan), onde continuou atuando como presidente dessa ilha. No dia 27 de Julho de 1953, foi assassinado durante um acordo de paz em Pan Munjon.

Durante os primeiros anos do conflito contra os comunistas, os nacionalistas chineses alcançaram ganhos territoriais, incluindo a capital comunista de Yan'an. No entanto, o partido Kuomitang desmoronou junto com Chiang Kai-Shek, por causa do sucesso das operações militares comunistas, o que diminuiu a confiança da administração de Kai-Shek.

No ano de 1948, os nacionalistas perderam meio milhão de pessoas, dentre os quais muitos desertaram para o lado comunista. A vitória comunista foi completa quando o governo nacionalista recuou para a ilha Formosa (Taiwan).

Quando iniciou o seu governo em Taiwan, Kai-Shek, frequentou as reuniões da "Restauração do Senhor" (movimento iniciado por Watchman Nee como resultado de acurada investigação nos diversos escritos da História da Igreja). Quando Chiang Kai-Shek começou a frequentar as reuniões da "Restauração do Senhor", o movimento estava sob liderança de Witness Lee (1905-1997), cooperador de Watchman Nee (1903-1972).

Mao Tsé-tung
Mao Tsé-tung.
(1893-1976)
Depois da queda do partido nacionalista encabeçado por Chiang Kai-Shek, o líder comunista Mao Tsé-Tung assumiu o poder. Ele também é conhecido como Máo Zédõng. Além de líder comunista, foi um político teórico, revolucionário chinês, é o fundador da República Popular da China. Suas ideias são conhecidas como Maoísmo.

Não estamos comparando os dois líderes, considerando que viveram em contextos diferentes, apenas estamos numerando mortos para exemplificação. Durante o governo de Adolf Hitler (1889-1945), aproximadamente 6 milhões de judeus foram mortos. Já Mao Tsé-Tung eliminou 70 milhões de chineses, dentre os quais muitos eram cristãos. No governo de Mao, o cristianismo livre foi dizimado!

Dora Yu testemunhou o sofrimento cristão dentro do conflito entre comunistas e nacionalistas: "Alguns missionários chegaram em Xangai somente com a roupa do corpo". Durante os conflitos, muitos cristãos e missionários foram mortos. Em 1927 foi fuzilado o primeiro missionário americano John E. Williams, vice-presidente da Universidade Nanjing. 

O estudo da vida e obra de Dora Yu ampliará eficazmente o entendimento do contexto do reavivamento da igreja cristã no início do século XX na China.


FONTE:

Livro: Biografia de Watchman Nee - O testemunho de um homem que viu a revelação divina nesta era.
350 páginas.
Autor: Witness Lee.
Editora: Árvore da Vida. (Brasil).

Livro: Dora Yu e o Reavivamento Cristão do século XX na China.
261 páginas.
Autor: Silas H. Wu.
Publicado por Pishon River Publications. (U.S.A.).
Editado e produzido por Editora Árvore da Vida. (Brasil).

Wikipédia, a enciclopédia Livre.


SOBRE O AUTOR SILAS H. WU:

Silas H. Wu nasceu em 1929. Sua formação acadêmica inclui Bacharelado em História (Universidade Nacional de Taiwan, 1954), Bacharelado em Química (Universidade de Berkeley, Califórnia), Mestrado em  Estudos sobre o Leste da Ásia (Universidade de Yale, 1963) e Ph.D. em História Chinesa e Japonesa (Universidade de Colúmbia, 1967). Quando em Taiwan, serviu os jovens e universitários como obreiro em tempo integral na Igreja em Taipei, de 1954 a 1958. Suas experiências acadêmicas incluem cargos em docência e pesquisas nas Universidades Yale, Colúmbia e Harvard. Ele é Professor de História Chinesa e Japonesa, emérito, na Faculdade Boston e associado em pesquisas no Centro Fairbank para Pesquisas do Leste da Ásia na Universidade de Harvard.

Seus artigos eruditos têm aparecido nas principais publicações acadêmicas nos EUA, Taiwan e Europa. Nas últimas décadas, tem concentrado suas pesquisas na história dos reavivamentos cristãos da igreja na China do séculos XX.

Thomas Cranmer

Postado por: O Criador & Criatura

BIOGRAFIA CRISTÃ : Thomas Cranmer (1489-1556) foi Reformador e Arcebispo de Cantuária (1533-1556) no transcorrer dos reinados de Henrique VIII e Eduardo VI.
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.". (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).
Thomas Cranmer
Thomas Cranmer.
(1489-1556)

Thomas Cranmer nasceu em 1489, em Aslockton, próximo da cidade de Nottingham, capital do condado de Nottinghamshire da Inglaterra, no Reino Unido. Seus pais eram socialmente humildes e suas condições financeiras permitiram apenas educar o filho mais velho, assim preteriram o filho Thomas. Desde cedo, Thomas Cranmer e seu irmão mais novo foram iniciados nos serviços religiosos.

Posteriormente, Thomas motivado por uma praga na cidade de Cambridge, sede do condado de Cambridgeshire, na Inglaterra, alterou sua residência para o condado de Essex, na Inglaterra, localizado no sudeste do Reino Unido.

Quando estava morando no condado de Essex, atraiu a atenção do Rei Henrique VIII da Inglaterra. O Rei e seus conselheiros identificaram Thomas Cranmer como um excelente advogado para advogar a causa matrimonial de Henrique VIII com Catarina de Aragão, bem como para exercer a função de pesquisador.

As pesquisas e o trabalho de Thomas Cranmer com o seu amigo John Foxe geraram precedente legal e histórico, permitindo ao Rei tecer uma tese acadêmica que rompesse com Roma.

John Foxe
John Foxe.
(1517-1587)
John Foxe foi um inglês Puritano Protestante e Martirólogo. Seu livro mais conhecido é "O Livro dos Mártires", que narra a história de sofrimento e perseguição dos principais mártires cristãos. Suas narrativas começam com Jesus Cristo até o final do reinado de Maria I da Inglaterra, proveniente da família Tudor, conhecida também como Maria, a Sanguinária. John Foxe narra a história dos reformadores e mártires famosos como Policarpo de Esmirna, John Wycliffe, John Huss, Martinho Lutero, Hugh Latimer, bem como relata a trajetória de outros que sofreram perseguições e martírio nos governos pagãos e pela Inquisição. O livro também relata a trajetória do seu amigo Thomas Cranmer. "O Livro dos Mártires" ajudou a moldar a opinião pública britânica sobre a Igreja Católica.

Thomas Cranmer foi enviado para a embaixada inglesa de Roma no ano de 1530. Durante o ano de 1532, ele foi constituído embaixador do Imperador Carlos V do Sacro Império Romano Germânico.

Cranmer "lia os autores antigos sem desprezar os novos; durante todo esse ínterim, analisava e comparava as opiniões de vários autores. Era um leitor lento mas um observador sério. Nunca abordava um autor sem ter à mão pena e tinta, embora não usasse a memória menos que a pena. Sempre que surgia alguma controvérsia, recolhia os pareceres de todos os autores de forma resumida e anotava seus diversos questionamentos em cadernos preparados para esse fim; ou então, se o texto era longo demais para transcrevê-lo, anotava os dados da obra com o número da página para com isso ajudar a memória.".

"Grandemente beneficiou-se o novo arcebispo de sua velha coleção de notas, que ele utilizou em seu estudo".

"Às cinco da manhã já estava debruçado sobre seus livros e assim continuava estudando e orando até as nove horas.". "Geralmente estudava de pé, poucas vezes se sentava.".

"Não passava nenhuma hora do dia em vão; todas eram empregadas em cuidar da glória de Deus, servir o príncipe ou promover o bem da Igreja. Esse bom emprego do tempo proporcionava-lhe a alegria de ouvir bons comentários de todos, atestando que ele era irrepreensível em suas conversas, como convém a um ministro de Deus.".

Inquisição
Ilustração de Julgamento na Inquisição.
CONTRA-REFORMA INGLESA

Maria Tudor, que reinou de 1553 a 1558, era filha do casal Henrique VIII e Catarina de Aragão. O reinado de Maria ocorreu concomitantemente ao período do desenvolvimento da Contra-Reforma na Igreja Romana no velho continente. Alguns chamam o evento de Contra-Reforma inglesa.

Maria, católica romana de coração, assessorada pelo Cardeal Reginald Pole, forçou o Parlamento a restaurar as práticas religiosas católicas na Inglaterra. O Parlamento concordou nas medidas necessárias, menos na restauração das terras tomadas da Igreja Romana durante o reinado de Henrique VIII. Maria se casou com Filipe II da Espanha, em 1554, mas o casamento foi impopular na Inglaterra. Filipe jamais correspondeu ao amor de Maria Tudor.

"O Parlamento dos Tudors representava o povo, mas atendia mais ao rei do que ao povo; os Tudors governavam como ditadores, dissimulando o punho de ferro com uma luva de pelica.".

Fogueira na Inquisição
Ilustração de Perseguição na Contra-Reforma.
"Cerca de 800 clérigos ingleses recusaram-se a acatar as mudanças e perderam suas paróquias. Os clérigos foram forçados a fugir para Genebra e Frankfurt, para não sucumbirem diante da perseguição desencadeada por Maria Tudor. Perto de 300 pessoas, principalmente das regiões de comércio do sul da Inglaterra, foram martirizadas por sua fé; os primeiros foram Latimer, Ridley e Cranmer. Latimer encorajou a Ridley na fogueira ao dizer que o seu fogo acenderia uma vela na Inglaterra que, pela graça de Deus, jamais seria apagada. De início, Cranmer retratou-se, mas depois retratou-se de sua renegação, e ao ser queimado, colocou a mão que assinara a retratação no fogo até ficar calcinada. Nada fortaleceu a causa do protestantismo mais do que a morte destes dois bravos mártires, cuja fé e coragem convenceram os ingleses da verdade de suas opiniões. O Livro dos Mártires de Foxe (1536) contava essas perseguições em detalhe e granjeou simpatia para o protestantismo".

Perseguição Religiosa
Ilustração de Execução.
Thomas Cranmer foi perseguido, torturado física e intelectualmente, considerado herege pelos poderosos religiosos de sua época. Naquele espetáculo de horrores, findou sua vida no calor terrível da fogueira. Hoje, podemos dizer que Cranmer combateu o bom combate, concluiu a sua carreira e guardou a sua fé. Dentro do seu coração existia a convicção da obra redentora de Jesus Cristo e no seu espírito humano habitava o Espírito Santo do Deus que é Fogo Consumidor. Jamais aquela fogueira alimentada pelos horrores da intolerância religiosa superaria o Fogo Santo que queimava no seu interior.

Morte de Thomas Cranmer
Morte de Thomas Cranmer.
"Uma vez que cheguei ao fim de minha vida, do qual depende toda a minha vida futura, ou para viver com meu Mestre Cristo na felicidade eterna, ou então para sofrer eternamente com os perversos demônios do inferno, vejo na minha frente o céu preparado para receber-me e o inferno disposto a tragar-me. Quero, portanto, declarar perante vós minha verdadeira fé, sem máscara ou dissimulação alguma, pois esta não é a hora de disfarçar, independentemente do que eu disse ou escrevi no passado". Thomas Cranmer.

"Escrevi aquilo por medo da morte e, se fosse possível, para salvar a minha vida. Estou falando de todos aqueles bilhetes e textos que escrevi ou assinei de meu próprio punho desde a minha degradação. Ali escrevi muitas coisas falsas. E pelo fato de que minha mão direita pecou ao escrever contra o meu coração, ela será a primeira a chegar ao fogo, a primeira a ser queimada". Thomas Cranmer.

Quando Thomas Cranmer enfatizou que escreveu muitas coisas falsas, estava referindo-se à sua retratação, quando perante a opressão religiosa cedeu por temor da própria vida. Não devemos acusar Cranmer, certamente muitos de nós teríamos a mesma reação, afinal sua vida estava em jogo e a fogueira era o destino.

"Chegando ao local onde os santos bispos e mártires de Deus, Hugo Latimer e Nicholas Ridley, haviam sido queimados antes dele, [Thomas Cranmer] ajoelhou-se e orou a Deus.".

"Então os frades espanhóis, João e Ricardo, começaram a exortá-lo e a desempenhar de novo seu papel, mas em vão perderam seu tempo. Cranmer, determinado a manter-se firme em sua profissão de doutrina, estendeu a mão a alguns anciãos e a outros circunstantes, despedindo-se deles.".

"Em seguida Cranmer foi amarrado com uma corrente de ferro. Quando ficou claro que sua firmeza não permitiria que ele fosse demovido de suas palavras, mandaram que lhe ateassem fogo. Quando a lenha foi acesa e o fogo começou a queimar perto dele, estendendo o braço, pôs a mão direita no meio das chamas e ali a segurou firme, imóvel (exceto quando a recolheu para passá-la sobre o rosto). Ele queria que todos pudessem ver a mão queimada antes que seu corpo fosse tocado pelas chamas. (...). Tinha os olhos erguidos para o céu e foi repetindo as palavras "sua indigna mão direita" enquanto a voz lhe permitiu. Pronunciando algumas vezes as palavras de Estevão, "Senhor Jesus, recebe o meu espírito", no ardor das chamas entregou a sua alma.".

Biografia Thomas Cranmer
Thomas Cranmer.
(1489-1556)
"Cranmer era um homem de estatura média, de pele sem manchas e um tanto avermelhada. À época de sua morte, tinha a cabeça calva, mas exibia uma longa barba branca e espessa. Tinha sessenta e seis anos de idade quando o queimaram.".

Nesta pequena referência da vida de Thomas Cranmer somos convidados para revermos os alicerces da nossa fé, a forte convicção dentro do nosso espírito humano, o vigor da nossa mente no seio da nossa alma.

Prezados leitores, os senhores são desafiados para expressarem a vossa fé, demonstrarem o calor do Espírito Santo no vosso espírito humano, e principalmente constituírem as vossas mentes com os exemplos dos servos e das servas de nosso Senhor Jesus Cristo.

FONTE:
Livro: O Livro dos Mártires.
354 páginas.
Autor: John Foxe, (1517-1587).
Editora: Mundo Cristão. (Brasil).

Livro: O Cristianismo através dos séculos.
508 páginas.
Autor: Earle E. Cairns.
Editora: Vida Nova. (Brasil).

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